História de Itajubá

"Itajubá" é uma palavra tupi que significa "braço de pedra", através da junção dos termos itá ("pedra") e îybá ("braço"). É uma referência à Cachoeira de Itagybá, que se localiza no município próximo de Delfim Moreira.


Primórdios

O povoamento da região de Itajubá começou em fins do século XVII, quando Borba Gato e outros bandeirantes descobriram ouro na região. O apetite dos bandeirantes por ouro e pedras preciosas levou à formação de diversos povoados no sul do atual estado de Minas Gerais. Entre os bandeirantes, estava Miguel Garcia Velho, fundador da primitiva Itajubá. Garcia Velho, durante a corrida às pedras preciosas, descobriu as Minas de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, hoje cidade e município de Delfim Moreira, núcleo inicial da atual cidade de Itajubá. O povoado chamou-se Soledade de Itajibá. Em 1703, nas imediações de Passa Quatro, Miguel seguiu pelos vales de Bocaina, afastando-se, pois, da rota já trilhada por outros exploradores, a qual ia dar no Rio Verde e em Baependi. Transpôs a Serra dos Marins e o Planalto do Capivari, no qual descobriu ouro em pequena quantidade. No Córrego Alegre e nas águas do Rio Tabuão, encontrou maiores indícios de ouro. Pretendia alcançar a Serra de Cubatão, mas a Mina do Itajibá foi a que mais o seduziu e onde permaneceu por mais tempo, dando início ao povoado.>

Declínio do Ouro

O garimpo nas minas de Itajibá foi efêmero. As catas e as gupiaras não compensavam o trabalho e não correspondiam à sede de riquezas de Miguel Garcia Velho e seus companheiros. Os bandeirantes se retiraram, e quem ficou no povoado tratou de se arranjar com a agricultura e a pecuária. Povo laborioso, mas de minguados recursos, o arraial em desfavorável localização, e a Soledade do Itajibá não prosperou. E a história da nova cidade de Itajubá começou na Soledade do Itajibá do sargento-mor Miguel Garcia Velho.
A freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Itajubá (atual cidade e município de Delfim Moreira), já nos meados do século XVIII, se encontrava sobremaneira abalada em seus recursos econômicos e sua vida social com a paralisação das atividades auríferas. Os aventureiros que, depois de Garcia Velho, lá estiveram,
logo abandonaram aquelas minas. Os poucos habitantes do povoado, desde então, nem mais pensavam em ouro, que já não dava pão e comida a ninguém, de tão raro que ficou.

Padre Lourenço da Costa Moreira

Com a morte do pároco Padre Joaquim José Ferreira, ocorrida em princípios de 1817, o arraial de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá (atual Delfim Moreira) só se daria mais de um ano depois com o novo vigário, padre Lourenço da Costa Moreira, através da nomeação real de Dom João VI.
O vigário vinha acompanhado de seus escravos, da senhora Dona Inês de Castro Silva, do Domiciano, menino de cinco anos, e de Delminda, de dois, os quais estavam sob os cuidados de zelosas mucamas de sua comitiva.
Dois meses depois de sua chegada à Freguesia de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá (atual Delfim Moreira), o padre Lourenço da Costa Moreira, durante a missa conventual, usou a tribuna sagrada para expor aos seus paroquianos que a má localização da aldeia não era favorável ao desenvolvimento e, do púlpito, convidou seus paroquianos a descerem a serra, rumo ao Rio Sapucaí, à procura de um lugar aprazível e bom, no qual se pudesse construir a nova sede da Freguesia. Permaneceria ali a capela de Nossa Senhora da Soledade.


Fundação

Fundação: 19 de Março de 1819 (192 anos)
Na noite de 17 de março de 1819, reuniu o vigário, na Igreja Matriz, todos os fiéis que o seguiriam. Na manhã do dia seguinte, após a missa, a caravana rumou para as bandas do Rio Sapucaí. Eram os pioneiros da nova matriz, que marchavam com a missão de fundar a "nova Itajubá". No dia seguinte, rumando todos para o alto do Morro Ibitira, o vigário se deslumbrou com o que viu. Não era preciso prosseguir a viagem. O local onde estavam lhe parecera excelente para a fundação do novo povoado e a sede da freguesia. Ali, em meio à clareira aberta pelos desbravadores, foi construído um altar e o cruzeiro onde o padre Lourenço da Costa Moreira celebrou a primeira missa. Foi nesse altar erguido exatamente onde hoje se encontra a matriz da paróquia de Nossa Senhora da Soledade, que nasceu, em 19 de março de 1819, a atual cidade de Itajubá. Inicialmente, esta foi denominada Povoado de Boa Vista.
Em 1848, o povoado passou a vila, com o nome de Boa Vista de Itajubá. A partir daí, foi criado o município. Em 1911, o município já se chamava simplesmente Itajubá. Antes mesmo da abolição da escravatura em 1888, todos os fazendeiros da região libertaram, de comum acordo, os escravos da região.
Itajubá é conhecida no cenário nacional por sua contribuição ao desenvolvimento do país. Nela se instalou em 23 de novembro de 1913 a Escola de Engenharia que hoje se tornou a Universidade Federal de Itajubá. Grandes nomes sairam de suas tradicionais familias, ou dos bancos da hoje UNIFEI, para servir o pais,como o Presidente da República Wenceslau Braz Pereira Gomes, o Vice Presidente da República Aureliano Chaves de Mendonça, vários Deputados Estaduais e Federais, entre êles, Theodomiro Santiago, Luiz Fernando de Azevedo, Euclides Cintra, Laudelino Augusto dos Santos, Ulysses Gomes e muitos outros. Vários são os ex-alunos da atual UNIFEI lembrados e também associados a Itajubá por várias razões, entre elas o sucesso profissional, a contribuição para o país ou envolvimento político.

Os Irmãos Petit

Três moradores de Itajubá desapareceram na época do Regime militar no Brasil (1964–1985): os irmãos Lúcio Petit, Jaime Petit e Maria Lúcia Petit que lutaram na Guerrilha do Araguaia. O mais velho, Lúcio, saiu das fileiras do movimento estudantil universitário, tendo contribuído com o Centro Popular de Cultura da
União Nacional dos Estudantes e presidido o diretório acadêmico da Escola Federal de Engenharia de Itajubá. Jaime foi líder estudantil em Itajubá, sendo presidente da União Itajubense de Estudantes Secundaristas. Os três, integrantes do Partido Comunista do Brasil, desapareceram após confronto com forças militares, junto com diversos militantes desse movimento guerrilheiro. Atualmente, quem passar pela alameda que contorna a sede do Diretório Acadêmico da Escola Federal de Engenharia de Itajubá vai encontrar o Centro Cultural Jaime Petit, que leva esse nome sua homenagem. O nome dos três pode ser encontrado na lista de desaparecidos pelo regime militar brasileiro, no livro Brasil: Nunca Mais ou no Projeto ORVIL.
Maria Petit foi assassinada com tiro a queima roupa. Jaime Petit (nome do diretório acadêmico da Escola Federal de Engenharia de Itajubá) foi decapitado e sua cabeça colocada em uma mochila para o mercenário provar aos militares quem era. De Lúcio Petit, não se sabe ao certo, mas estima-se que tenha sido colocado num avião e, vivo, jogado ao mar.
Maria Lúcia Petit (Maria) - ex-professora primária, participou da guerrilha com os irmãos mais velhos. Morta em junho de 1972 numa emboscada, seus restos mortais foram identificados em 1996. Junto com Bergson Gurjão, são os dois únicos guerrilheiros mortos e identificados posteriormente. Foi enterrada em Bauru, São Paulo.
Jaime Petit - engenheiro e irmão mais velho da família Petit, foi morto em combate em dezembro de 1973. Decapitado, seu corpo nunca foi encontrado. É dado como desaparecido político.
Lúcio Petit (Beto) - engenheiro e irmão do meio da família guerrilheira Petit, foi preso durante a aniquilação final da guerrilha no começo de 1974. Visto pela última vez amarrado a bordo de um helicóptero do exército, é dado como desaparecido político.
Regilena da Silva Carvalho (Lena) - mulher de Lúcio Petit, o mais velho da trinca de irmãos guerrilheiros, abandonou a guerrilha em 1972. Ferida, com os pés infeccionados e de muletas entregou-se aos pára-quedistas. Presa em Xambioá e transportada para Brasília, foi solta em dezembro de 1972, após mandar mensagem ao companheiros pedindo que se rendessem.
Lúcia Regina Martins (Lúcia) - ex-estudante de obstetrícia da Universidade de São Paulo, chegou ao Araguaia acompanhando o marido Lúcio Petit. Deixou a região para tratar de uma zoonose (Brucelose). Fugiu do hospital em dezembro de 1971, ainda antes da primeira ofensiva militar, voltando a São Paulo para
viver com a família e recusando-se a voltar ao Araguaia. Só foi presa em 1974, quando a guerrilha já estava aniquilada. Foi acusada por Elza Monnerat de ter contado aos militares sobre a guerrilha, permitindo que ela fosse descoberta. Vive em Taubaté, em São Paulo.

Enchentes

A cidade de Itajubá já enfrentou diversas enchentes, nos anos de 1874, 1881, 1905, 1919, 1929, 1936, 1940, 1945, 1957, 1962, 1979, 1991 e em janeiro de 2000, sendo a última uma das mais severas.[6]
Em 12 de janeiro de 2011, houve mais uma enchente na cidade.

Edifícios Históricos

Há na cidade diversos prédios históricos, entre eles: A Casa Rosada, antiga residência do presidente da República, Wenceslau Brás; o quartel-sede do Quarto Batalhão de Engenharia e Combate, o edifício da Fundação Teodomiro Santiago, o prédio da antiga Estação Ferroviária, o prédio da Escola Estadual Coronel
Carneiro Junior, o prédio da Agência Companhia Energética de Minas Gerais, o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Itajubá, o prédio do Club Itajubense, o prédio da Câmara Municipal, o prédio do Grande Hotel de Itajubá, o Palacete Isaltino Faria (ao lado do Banco do Brasil), parte da construção da antiga Companhia Industrial Sul Mineira (Fábrica Codorna), o prédio do atual Banco Santander (Antigo Banco de Itajubá, no calçadão da cidade), dentre outros.

Demografia

A população estimada do município de acordo com o censo de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de 91.158 habitantes, com uma densidade populacional de 307,49 habitantes por quilômetro quadrado. O índice de desenvolvimento humano do município está estimado em 0,815. Possui uma população predominantemente urbana, com 92 por cento dos habitantes vivendo em sua região urbana e oito por cento habitando a zona rural. Seus índices de crescimento vegetativo são baixos, ficando em torno de 1,3 por cento ao ano. Há uma grande população estudantil, principalmente em cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pelas faculdades abrigadas na cidade. A cidade conta com muitas escolas profissionalizantes, possuindo, assim, muita mão de obra especializada.

Evolução Populacional

1991 - 75 014
1996 - 79 569
2000 - 84 135
2007 - 86 673
2009 - 90 225
2010 - 90 679
2011 - 91 158

Etnias

Branca       76,33%
Negra        4,77%
Parda       18,47%
Amarela        0,36%
Indígena         0,04%

A população Itajubense é majoritariamente branca, consequência da forte migração portuguesa e italiana entre os séculos XIX e XX. Na cidade também há grande presença de Sírios-libaneses, em um processo migratório mais recente. Entre os grupos étnicos menos numerosos, podemos citar os Padros e Negros. Amarelos e Indígenas possuem pouco influência no quadro étnico da cidade.

Geografia

Localizada às margens do Rio Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. Estrategicamente posicionada entre duas das mais importantes rodovias do país, a Rodovia Fernão Dias (sessenta km) e Rodovia Presidente Dutra (65 km). Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2011 é de 91 159
habitantes.
O município de Itajubá situa-se no sul de Minas Gerais. Faz divisa com os municípios de São José do Alegre, Maria da Fé, Wenceslau Braz, Piranguçu, Piranguinho e Delfim Moreira. Pertencente à bacia hidrográfica do rio Sapucaí, cuja nascente fica na cidade de Campos do Jordão. Encontra-se na latitude Sul - 22° 30’ 30" e longitude Oeste - 45°27’20".

Status Jurídico

É sede de comarca com três varas. Sua jurisdição se estende aos municípios de Delfim Moreira, Marmelópolis, Piranguçu e Wenceslau Braz.

Rodovias

BR-459
BR-383
MGC-383

MG-350

A principal rodovia que corta o município é a BR-459, ligando Lorena a Poços de Caldas. É a ligação da rodovia Fernão Dias BR-381, que liga São Paulo a Belo Horizonte, com a Rodovia Presidente Dutra BR-116, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.
Além desta rodovia, a MGC-383 liga o município ao Circuito das Águas, passando por Maria da Fé e Cristina.
A BR-383 liga o município a Campos do Jordão em São Paulo, passando por Piranguçu.
Finalmente a rodovia MG-350 liga o município de Itajubá ao Vale do Paraíba em São Paulo e Rio de Janeiro, passando por Delfim Moreira.

Índice de Desenvolvimento Humano

O município possui a parcela do índice referente à educação com valor de 0,928, considerado muito alto. O de longevidade é 0,764 e o de renda, 0,752.

Economia

O município de Itajubá é o um dos centros urbanos mais importantes da região, concentra e distribui bens e serviços para os municípios limítrofes. Dentre as instituições financeiras que se encontram no município se destacam: Banco do Brasil; Banco Itaú; Banco HSBC; Banco Mercantil do Brasil; Banco Santander; Bradesco e Caixa Econômica Federal.

Indústria

O município possui um dos maiores distritos industriais da região sul de Minas Gerais, com indústrias de grande e médio porte. Muitas encontram-se em fase de expansão e formação de novos postos de trabalho, empregando, hoje, entre 9 000 e 10 000 pessoas.

Transporte Urbano

O município possui uma empresa que faz a ligação entre o movimentado centro da cidade e os demais bairros urbanos e rurais.
A Expresso Valônia Limitada cobra tarifa atual de 2,50 reais. A empresa conta com dezoito linhas para atender à população. Sua frota está adaptada para oferecer acessibilidade aos indivíduos portadores de necessidades especiais.

Transporte Rodoviário

Expresso Gardênia - Pouso Alegre, Pirassununga, Ribeirão Preto, Campinas, Jundiaí, Mogi Mirim, Itapira, Jacutinga, Inconfidentes, Ouro Fino, Borda da Mata, Belo Horizonte, Três Corações, Lavras, São Gonçalo do Sapucaí, Santa Rita do Sapucaí, Santa Bárbara (Capote), Cruz Vera, Paraisópolis, Gonçalves, Brasópolis, Estação Dias, São Bento do Sapucaí, Sapucaí Mirim, Santo Antônio do Pinhal, Pindamonhangaba, São José do Alegre, Paulino Paixão, Pedralva, Divisa, São Domingos, Barra Grande, Ribeiro, Carmo de Minas, São Lourenço, Maria da Fé, Cristina, Bairro Lambari, Pedrão, São João, Gerivá, Ano Bom, Piranguinho.
Viação Bel-Tour - Rio de Janeiro.
Viação Cometa - Rio de Janeiro, Poços de Caldas.
Viação Gontijo - Brasília.
Empresa de Ônibus Pássaro Marron - São Paulo (via Rodovia Presidente Dutra), São José dos Campos, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena, Piquete, Barreira.
Expresso São José - Delfim Moreira, Marmelópolis, Wenceslau Braz, Bairro São Bernardo, Ponte de Zinco,Ponte Santo Antônio,Biguá,Rio Claro, Barra e Mogiano.
Viação Santa Cruz - Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre, Bragança Paulista, Atibaia, São Paulo (via Rodovia Fernão Dias), Santo André, São Bernardo do Campo.
Viação Natércia - Santa Bárbara, São José do Alegre, Paulino Paixão, Pedralva, Fagundes, Conceição das Pedras, Turvo, Natércia.
Viação Faria - Santa Bárbara, São José do Alegre, Paulino Paixão, Pedralva.
Empresa de Transportes Santa Terezinha - Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Careaçú, Campanha, Varginha.
Viação Ricotta - Bairro dos Melos, Piranguçu.

Agropecuária

O principal produto agrícola do município é a banana. Destacam-se, também, o cultivo do milho, a pecuária bovina e suína e, em menor escala, a cafeicultura.

Comércio

O comércio varejista do município é bem diversificado contando, atualmente, com mais de 400 estabelecimentos comerciais registrados na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá. A Cidade conta com grandes redes de lojas como Casas Bahia, Lojas Cem, Casas Pernambucanas, Ponto frio, Magazine Luiza ,Lojas Colombo, Vera Cruz Florarte, Casa Joka, Lojas Edmil, Le Postiche, entre muitas outras. Com o crescimento do comércio na cidade, há um projeto na CDL - Camara de Dirigentes e Lojistas de reformar o centro comercial da cidade para aquecer ainda mais o já aquecido comércio de Itajubá.

Esporte e Lazer

A cidade se destaca em várias modalidades esportivas. Com destaque merecido, o tênis de mesa é um dos principais esportes praticados na cidade. Fez e faz grandes campeões mineiros e nacionais. Também há grande destaque para o basquetebol masculino, o voleibol feminino, e o futsal masculino, que já conquistou,
o cobiçado título da Taça EPTV de Futsal (Adulto) e é a atual campeã da Copa Alterosa e JIMI(1º e 2º fases),por mais de uma vez o título da Liga Sul Mineira de Futsal (Infantil e Juvenil) e também os Jogos da Juventude do Sudoeste de Minas e Jogos Infantis do Sudoeste de Minas (duas vezes) a equipe já contribuiu
na formação de grandes cidadãos, mas também de um dos atletas da melhor equipe de futsal do país a Malwee de Jaraguá do Sulo Atleta Augusto César que disputa a Liga Nacional de Futsal.
Possui três grandes clubes de esporte e lazer, a seguir: Clube Itajubense, Country Club e Clube Dezesseis de Julho, da fábrica de Armas IMBEL.
Têm sede em Itajubá dois clubes de futebol: O Yuracan Futebol Clube e O Smart Club.
Hoje, Itajubá se destaca também na atividade de escalada esportiva devido a qualidade e quantidade de rochas existentes na região. Muitos atletas locais estão se sobressaindo no cenário da escalada esportiva nacional devido ao incentivo de empresas especializadas no ramo.
Itajubá é berço do Hexa-Campeão Brasileiro de Motocross Massoud Nassar Neto, que tem no currículo participações em corridas representando o Brasil na Europa e nos Estados Unidos.
Itajubá também ganhará um parque doado pela Helibrás, onde terá um lago e um amplo espaço para a prática de esportes e lazer.

Educação e Ciência

A cidade possui uma forte vocação na área de educacional, contanto com excelentes escolas de primeiro e segundo graus, e instituições universitárias de fama nacional.

Ensino Fundamental

Conta atualmente com dezessete escolas particulares, treze estaduais, 33 escolas municipais, entre ensino infantil e fundamental, e quatro de ensino técnico-profissionalizante. Está presente, também o CESEC (Centro de Estudos Supletivos de Educação Continuada "Padre Mário Penock").Também estão presentes
escolas mantidas pelo SESI, SENAI, SENAC e Fundação Bradesco. Possui uma das menores taxas de analfabetismo em todo país, e devido ao grande número de pesquisadores pós-graduados, encontra-se entre os expoentes da pesquisa científica brasileira e mundial. Um exemplo disto é o Laboratório Nacional de
Astrofísica (LNA), cuja sede encontra-se em Itajubá.
Em 2011 a Prefeitura implantou para o ensino infantil, o sistema apostilado, dando início ao projeto de melhorias no ensino público através da unificação do sistema, foi distribuído a todas as crianças do ensino infantil apostilas do sistema Positivo.

Ensino Universitário

Itajubá é também reconhecida nacionalmente por ter um dos melhores sistemas de ensino universitário do país. Possui seis estabelecimentos de ensino superior:

Universidade Federal de Itajubá, Faculdade de Medicina de Itajubá, Escola de Enfermagem Wenceslau Braz, Centro Universitário de Itajubá, Faculdade de

Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas,Universidade Presidente Antônio Carlos e Faculdade de Tecnologia Internacional.

Cultura

Itajubá é vocacionada para todos os segmentos da cultura e das artes, promovendo festivais e exposições nas artes plásticas, cênicas, musicais, literárias e artesanato.
Itajubá também é reconhecida pela velha tradição no culto ao folclore do Saci. O personagem, eternizado pelo escritor Monteiro Lobato, alimenta o imaginário da população local, principalmente os que moram na zona rural. O negrinho de uma perna só, com sua indefectível carapuça vermelha, estaria fazendo traquinagens em Itajubá. O Saci Pererê já tem seu dia instituído em Itajubá: o dia 2 de outubro é o Dia do Folclore do Saci.
Itajubá possui duas rádios AM (Rádio Universitária AM 1570 kHz e Rádio Itajubá), quatro Rádios FM (Rádio Jovem FM, Rádio Panorama, Rádio Max FM e Rádio Futura FM) e um Canal de TV local (Canal 20).

Artes

O município é considerado a capital mineira do canto coral, fato estimulado pela prefeitura municipal que implantou em toda sua rede municipal de ensino o

projeto "Um Canto em Cada Canto", que institui um coral em cada escola municipal. Possui duas feiras de artesanato onde três associações de artesãos expõem seus trabalhos na praças Venceslau Brás e Getúlio Vargas aos finais de semana.

Relevo

Sua altitude varia de 845 metros, na cota do Rio Sapucaí a 1 915 metros, na Pedra de Santa Rita. Apresenta um relevo predominantemente montanhoso, com superfície montanhosa de 78 por cento, ondulada de doze por cento e plana de dez por cento. O solo predominante é o latossolo vermelho-escuro distrófico.

Hidrografia

Itajubá pertence à bacia do Rio Sapucaí. Além deste, possui outros rios de importância como: Rio Lourenço Velho, Ribeirão Anhumas, Ribeirão Zé Pereira, Ribeirão Piranguçu e Ribeirão Água Preta.

Clima

Situado nos limites meridionais do clima temperado, sob influência da elevada altitude da região, o clima de Itajubá é do tipo temperado, com oscilações bruscas de temperatura e predominância de ventos NE. Precipitação pluviométrica média é 1 409,5 milímetros ao ano, chegando ao maior nível nos meses de
Dezembro e Janeiro. A temperatura média anual é de catorze graus centígrados, com máxima média anual de 21,3 graus centígrados e mínima média anual de 8,1 graus centígrados. Há registros que indicam queda de neve na cidade no século XX. É comum geadas nos meses mais frios.

Flora e Fauna

É formada por vestígios de mata atlântica com espécies como: jatobá, angico, jacaré, peroba, ipê, carqueja, sete–sangrias e taiuiá.
Possui áreas de floresta subcaducifólia latifoliada tropical e de floresta subcaducifólia subtropical de araucária. Encontramos as seguintes espécies nesta vegetação: amoreira, canela, canjerana, cedro, guatambu, jatobá, jequitibá, maçaranduba, copaíba, peroba-rosa, sassafrás.
Há uma grande variedade da fauna silvestre. Algumas espécies de aves encontradas na região são: bem-te-vi, fogo-apagou, juriti, maritaca, pica-pauzinho, risadinha, rolinha, sabiá-amarelo, sanhaço, tiê-preto e o tucano. Há cobras como: a falsa-coral, cascavel, jararacuçu, sucuri e urutu. Também encontram-se mamíferos como: cachorro-do-mato, capivara, cutia, gambá, jaguatirica, lebre, lontra, macaco-prego, morcego-frutífero, ouriço, paca, rato-do-mato, suçuarana, veado-mateiro e o tatu.

Arqueologia

É registrada no Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico, com sítios arqueológicos pré-históricos e históricos. É aberta ao público a visitação dos seguintes sítios: Fazenda da Figueira (Bairro do Rio Manso, ditrito de Lourenço Velho); Fazenda do Capitão Pimenta, avô do cientista Vital Brasil, localizada no Rio Manso; sítio arqueológico das Anhumas (Bairro Anhumas).

Teatros

Há na cidade alguns teatros e auditórios, são eles: Teatro Santa Cecília, onde recentemente foi aberto um cinema, o Cine Club Itajubá, já que na cidade, depois da extinção do Cine Presidente(Onde hoje está em funcionamento a Loja "Pernambucanas") a Cidade não tinha um cinema; Auditório Eurípedes de Oliveira
Pamplona (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas); Cineclube Diretório Acadêmico Universidade Federal de Itajubá e Teatro do Serviço Social da Indústria.
Entre os espaços culturais da cidade, destacamos: Espaço Técnico Cultural Luís Teixeira, Espaço Cultural Padre Mário Penock, Biblioteca Municipal Antônio Magalhães Lisboa, Centro Técnico Cultural Prof. Pedro Mendes dos Santos, Espaço Cultural Jõao Batista Brito e Anfiteatro Albert Sabin da Faculdade de Medicina de Itajubá.
Entre as peças de teatro, destaca-se o "Curso de Porte e Postura", uma peça do Grupo Três à Solta, que já está em cartaz há mais de quinze anos.

Ecoturismo

Uma das principais vertentes do turismo itajubense é o ecoturismo. O município integra o circuito turístico dos Caminhos do Sul de Minas.
Dentre as principais atrações turísticas, encontramos a Reserva Biológica da Serra dos Toledos (não é aberta a visitação, mas possui belas atrações naturais no seu entorno), o Horto Florestal Anhumas; a Fazenda Figueira, a Pedra Aguda, o sítio arqueológico das Anhumas e o Parque de Alternativas Energéticas para o
Desenvolvimento Autossustentável, localizado na Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias.

Cachoeiras

Na cidade, encontram-se diversas cachoeiras, como a da Serra dos Toledos; a Cachoeira da Estância; Cachoeira da Pedra Vermelha; Cachoeira Grande do bairro Lourenço Velho e Cachoeira da Peroba.

Visitação

Há na cidade muitos casarões históricos, entre eles: A Casa Rosada, antiga residência do ex-presidente da república, Wenceslau Brás; o Edifício da Santa Casa de Misericórdia, o Edifício do Grande Hotel (um dos mais antigos), o Edifício da Fundação Teodomiro Santiago; o Palacete de Isaltino Faria (Antigo Gabinete
do Prefeito), o Prédio da Câmara Municipal (Antigo Forum), a antiga Estação Ferroviária (Museu Wenceslau Braz). Também há a igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, padroeira local e de arquitetura neoromântica; o Santuário de Nossa Senhora da Piedade que durante todo o ano recebe milhares de romeiros, Igreja Matriz de São José Operário e santuário de Nossa Senhora da Agonia, Igreja Matriz de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Vila Vicentina), a Capela de Nossa Senhora dos Remédios (Colégio das Irmãs) além de diversas outras igrejas e capelas urbanas e rurais.
Pode-se visitar, ainda, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, além de várias congregações situadas no vários bairros da cidade.

Clubes

São encontrados na cidade diversos clubes esportivos. Podemos destacar: Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Clube XVI de Julho (IMBEL), Clube dos Trabalhadores, Clube Itajubense (sede urbana e sede campestre), (CRESPI)Clube Recreativo Esportivo dos Servidores Públicos de Itajubá, Itajubá Country Club, Itajubá Tenis Clube, Smart Futebol Clube e Yuracán Futebol Clube. Possui três clubes futebolísticos, dois deles participantes do campeonato mineiro. Há também o Clube Montês Itajubense, entidade criada em 2003 para organizar e difundir as atividades e esportes praticados em Montanha, zelando pela preservação
do meio ambiente e gerando renda através do ecoturismo a propriedades rurais desacreditadas com as culturas tradicionais de subsistência.

Ginásios e Estádios

A cidade possui oito ginásios poliesportivos e três estádios de futebol. Há um ginásio de escalada esportiva no bairro da Boa Vista, um dos mais completos do país. Também é uma boa opção de lazer o Parque Anhumas.